04/09/2026
Hoje senti saudade do dia em que encontrei o Andrei pela primeira vez.
Há um ano fiz a entrega desse trabalho - esses três anéis. Um trabalho que amei fazer pela riqueza de detalhes e pela história que ele guardava.
Quando a gente cria uma joia assim, tão singular e toda feita à mão, assume uma responsabilidade gigante. Nunca sabemos exatamente qual sensação essa arte vai provocar em quem recebe.
Mas esses três anéis foram feitos em meio a muitas conversas. Ouvi atentamente, para depois, no silêncio do ateliê, começar o desenho mental. O esboço só nasceu depois da escuta.
Cada material escolhido carrega uma simbologia que costura os três:
A prata, de brilho suave e textura orgânica, evoca a Lua - a energia feminina, a intuição e a sabedoria que acolhe.
O ouro, em pequenos detalhes que abraçam a prata, lembra o Sol - a divindade, a imortalidade e o amor que não se apaga.
A água-marinha,em seu corte esmeralda sereno, é limpeza e calma - a clareza emocional que o amor verdadeiro traz.
E as moissanites, essas pedras que vieram do espaço e hoje são cultivadas em laboratório com cuidado, brilham com luz própria - uma escolha sustentável, ética e cheia de futuro.
Três anéis diferentes, mas da mesma origem. Como deve ser uma conexão verdadeira.
Um ano depois, a saudade que f**a não é só da entrega. É da história que eles continuam contando.