Tudo começou por causa de um colapso.
Por muitos anos eu trabalhei na indústria da moda. Depois de muito esforço, formada por uma das mais conceituadas universidades de moda do Brasil, minha vida parecia ser o sonho de toda estilista; eu viajava todos os anos para acompanhar as novidades das Semanas de Moda pelo mundo, em cidades como Paris, Londres, Barcelona e Nova York. Foi uma experiência incrível para uma pessoa como eu, apaixonada por moda, cultura e tendências. Nessas viagens, eu conheci as lojas de grandes marcas, e vivi uma realidade surreal: bebia champanhe enquanto era atendida e experimentava peças mais caras que um ano do meu salário! Acima de tudo eu estava orgulhosa das coleções que desenvolvia.
Bom, havia um outro lado, extremamente sombrio dessa realidade. A cultura das empresas em que trabalhei, era baseada em somente em lucro e uma hierarquia abusiva. Utilizavam ameaças, punições e humilhações para manipular as pessoas. Achava que era normal já que todos eram tratados a gritos e com desrespeito, mas perdi vendedoras dedicadas, colaboradores talentosos, consequência dessa falta de profissionalismo.
Como consequência dessas perdas comecei a me sentir responsável por tudo e todos na empresa, queria ‘salvar o mundo’, vivia oprimida, e tentava encontrar saídas para ajudar e proteger as pessoas que faziam a empresa tudo que ela era. Assumia todas as responsabilidades – podendo ou não. Mas era como subir uma montanha em plena avalanche, a cada conquista eu era novamente derrubada. Essa batalha diária, num ambiente tão brutal, começou a me deixar doente. Eu tentava seguir em frente, mas meu estado de saúde piorava a cada dia. Até que não pude mais lutar, fui derrubada de vez por um o colapso total, físico e mental.
Tudo culpa minha?
Demorei um tempo para entender que o problema não era o que eu fazia ou deixava de fazer, que eu não tinha o poder de mudar como eles pensavam. Entendi que a cultura daquelas empresas era manter a hierarquia a qualquer preço, utilizando manipulação e abuso. Tive que processar aquela experiência traumática, que eu havia internalizado. Era hora de me separar daquela bagagem tóxica.
Eu finalmente me recuperei, e cheia de energia, comecei a sonhar em criar algo novo – com uma cultura oposta àquela - eu sabia que era possível ter sucesso através de colaboração, de parcerias positivas.
Estava na hora de mudar as coisas, e eu estava pronta. Pensei “por que não criar uma empresa com uma proposta diferente, baseada em valores positivos - onde pessoas se importam com pessoas, onde o estilo e a dedicação são valorizados - onde as pessoas juntas possam criar algo maior e melhor.
Uma empresa onde todo mundo possa crescer?
Mãos na Massa
Chamei minha amiga e colega de profissão Amanda, estilista e especialista em conectar pessoas, que também já estava cansada de coisas semelhantes onde trabalhava. Nossa empresa teria que ser fundada em algo que acreditávamos: nossa paixão por acessórios indicou o caminho – assim nasceu a YZAH.
Hoje já estamos no 4º ano e a cada dia crescemos mais e mais – uma grande alegria e a prova de que o que sonhamos é possível. Na YZAH cada um dos nossos clientes, representantes, colaboradores e fornecedores formam uma tribo, onde todo mundo colabora, uma parceria que tem gerado grandes alegrias e recompensas.
Temos a certeza que juntos estamos construindo mais que uma marca de sucesso, um ideal de vida para o futuro.
Se nossa história faz sentido pra você ou te inspira de alguma forma; talvez você queira fazer parte da nossa tribo. Se você quiser conversar sobre isso, não pense duas vezes, eu estou aqui: fala comigo!
De coração,
Christiane Lloret