13/09/2026
Um casal me pediu um anel que representasse o amor deles, não necessariamente uma aliança convencional. Descreveram a relação como leve, madura e de muita fluidez. Gostaram de algumas peças da coleção Uiara pelo movimento e pelas formas orgânicas.
A partir disso, comecei a buscar referências que sintonizassem com esse desejo. E encontrei a resposta nas dunas.
Porque duna nenhuma tem um formato definitivo ela é resultado de uma relação constante entre o vento e a areia. O vento não é dono da areia, e a areia não resiste ao vento: eles dançam. Um propõe o movimento, o outro responde, e dessa troca nasce uma forma que nunca para de se transformar, mas que a gente reconhece sempre como duna.
Achei que era exatamente isso que esse casal queria dizer.
Por esse motivo o anel não tem uma linha reta, não tem um contorno fechado, ele ondula, sobe e desce, como se estivesse em movimento mesmo parado no dedo. As linhas escurecidas marcam as passagens, os momentos, as camadas que dois corpos e duas histórias vão depositando um no outro com o tempo.
Não é um anel que representa um ponto de chegada. É um anel que representa a dança.
Batizei essa peça de Ondina, porque o amor, como a água e como a areia, não tem uma forma fixa: tem uma dança.
Se a sua história também merece ganhar uma forma especial, me chama no direct e vamos criar juntos. ✨️
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