Relogiodovovô, compra, venda e restauro.

Relogiodovovô, compra, venda e restauro. O RELOGIODOVOVÔ, é uma marca que escolhi para designar relógios antigos de forma poeticamente carinhosa, para publicações de relógios colecionáveis antigos.

Atendemos na feira de antiguidades da Praça Daltro Filho (praça do Cine Capitólio) nos sábados, que o São Pedro permitir.

RELÓGIO OMEGA CHRONOMÈTRE 30T2 SC RG EM OURO 18K — UM DOS MAIS RAROS E IMPORTANTES “CAVALOS DE BATALHA” DA OMEGAPoucos r...
13/05/2026

RELÓGIO OMEGA CHRONOMÈTRE 30T2 SC RG EM OURO 18K — UM DOS MAIS RAROS E IMPORTANTES “CAVALOS DE BATALHA” DA OMEGA
Poucos relógios antigos conseguem reunir ao mesmo tempo refinamento técnico, importância histórica, raridade e honestidade mecânica como este Omega Chronomètre equipado com a lendária máquina 30T2 SC RG. Produzido provavelmente entre o final de 1938 e o início de 1939, este exemplar pertence à primeira geração dos cronômetros de observatório derivados da família 30 mm da Omega, justamente no período em que a manufatura consolidava sua supremacia mundial nos concursos de cronometria.
Na metade da década de 1930, Henry Kneuss projetou o extraordinário calibre de 30 mm que teve seu protótipo desenvolvido por Jean-Pierre Mathey Claudet, engenheiros da Omega. Dessa arquitetura surgiria o famoso 30T, posteriormente evoluído para o 30T1 e então para o revolucionário 30T2, base técnica de praticamente toda a relojoaria masculina da Omega nas três décadas seguintes.
Era uma máquina aparentemente simples, mas profundamente sofisticada. O projeto foi superdimensionado de forma inteligente para obter maior estabilidade geométrica, excelente reserva de marcha, equilíbrio do tambor de corda, trem de engrenagens extremamente harmonioso e notável estabilidade cronométrica. Tudo isso associado a um escapamento compacto e eficiente, cuja arquitetura impressiona relojoeiros até hoje.
Quem já trabalhou numa verdadeira máquina 30T2 sabe do que estou falando. Poucas máquinas antigas proporcionam tanto prazer na montagem. A ponte do balanço praticamente “senta como uma luva”, revelando a precisão construtiva do projeto. O balanço frequentemente inicia sua oscilação apenas pelo encaixe correto da ponte, denunciando a vitalidade mecânica e a qualidade excepcional do conjunto. São detalhes que encantam profissionais experientes até os dias atuais.
OS PRIMEIROS CHRONOMÈTRE RG E SC RG
No final de 1938, a Omega iniciou a produção de uma pequena série especial de máquinas Chronomètre denominadas 30T2 RG e 30T2 SC RG. As primeiras utilizavam pequenos segundos às 6 horas, enquanto os SC RG empregavam ponteiro de segundos central indireto, uma solução muito mais sofisticada, delicada e rara para a época.
Essas máquinas recebiam regulagem extremamente cuidadosa, com regulador micrométrico especial, acabamento superior e ajustes destinados às competições de observatório, especialmente em Teddington, na Inglaterra, onde a Omega acumulava vitórias desde 1933.
Em 1940, a Omega conquistou resultados históricos de precisão em Teddington, consolidando definitivamente a reputação desses cronômetros. Esse prestígio abriria caminho anos depois para os famosos modelos “Teddington” destinados ao mercado brasileiro.
A MÁQUINA
Este exemplar utiliza a raríssima máquina 30T2 SC RG de 16 rubis, pertencente à primeira geração dessa linhagem cronométrica.
A máquina possui:
• acabamento cobreado “red gilt”, típico dos chronomètres superiores da Omega
• regulador micrométrico especial RG
• espiral Breguet
• volante bi-metálico cortado para compensação térmica
• ausência de sistema anti-choque, ainda pouco difundido na relojoaria da época
• arquitetura extremamente refinada e robusta.
Os volantes bi-metálicos permaneceram em uso até o final da década de 1940, sendo posteriormente substituídos pelos volantes em Glicydur nas máquinas mais modernas da Omega.
O serial 9.737.420 posiciona esta máquina precisamente na importantíssima transição entre 1938 e 1939, justamente no nascimento da linhagem SC RG Chronomètre.
RARIDADE
Os Omega Chronomètre 30T2 RG já são considerados raros dentro da relojoaria clássica suíça. Entretanto, os primeiros 30T2 SC RG de ponteiro de segundos central são consideravelmente mais raros.
O sistema de segundos centrais indiretos exigia construção muito mais sofisticada, ajuste mais delicado e custo superior de fabricação, motivo pelo qual a Omega produziu quantidades muito menores em comparação aos modelos tradicionais de pequenos segundos às 6 horas.
Além disso, este exemplar reúne simultaneamente características extremamente difíceis de encontrar:
• primeira geração SC RG
• serial muito precoce
• 16 rubis
• volante bi-metálico
• ausência de Incabloc
• caixa jumbo de ouro 18K
• mostrador científico original
• conjunto absolutamente coerente.
Muito provavelmente restam hoje apenas poucas dezenas de exemplares semelhantes preservados com esse grau de integridade histórica.
A CAIXA DE OURO 18K
A caixa, aro e tampa deste relógio pesam 20,12 gramas de ouro 750 (18K), revelando o alto padrão construtivo empregado pela Omega em seus chronomètres mais sofisticados do final da década de 1930.
Produzida em ouro 18 quilates maciço, a caixa apresenta excelente estado de conservação, algo raro em ligas nobres dessa pureza, naturalmente mais macias e suscetíveis a deformações ao longo das décadas.
O exemplar mede aproximadamente 35,5 mm de diâmetro, tamanho considerado “jumbo” para a época e extremamente prestigioso no final dos anos 30.
Diferentemente dos Omega posteriores, a tampa interna não apresenta a tradicional referência OT ou TO de quatro dígitos. Em seu lugar encontramos uma longa numeração interna, punções suíços antigos e marcas discretas de fabricação, algo extremamente coerente com as primeiras séries de chronomètres produzidas antes da plena padronização industrial dos anos 40.
Os detalhes observados na caixa incluem:
• contraste suíço de ouro 18K “0.750”
• cabeça Helvética oficial
• punções discretos de fabricante de caixa
• marcas artesanais de estampagem
• gravações levemente irregulares típicas de produção semiartesanal da época.
Até mesmo pequenas duplicidades de estampagem observadas em alguns números do serial reforçam a autenticidade da peça, denunciando gravação mecânica antiga realizada manualmente sobre ouro macio 18K.
Tudo indica tratar-se de uma caixa suíça genuína produzida por fornecedor especializado da Omega para relógios de altíssimo padrão destinados a mercados de elite.
O CRISTAL ABAULADO
Recentemente o relógio recebeu um belíssimo cristal mineral abaulado, devolvendo ao conjunto a imponência visual e a elegância clássica típicas dos grandes chronomètres do final dos anos 30.
Esse tipo de cristal, praticamente desaparecido das fornituras modernas há cerca de sete décadas, harmoniza perfeitamente com o perfil refinado da caixa jumbo e com o caráter histórico do relógio, valorizando ainda mais a profundidade visual do mostrador científico Art Déco.
O MOSTRADOR CIENTÍFICO
O mostrador científico original Art Déco é um espetáculo à parte.
Apresenta:
• setores concêntricos finamente trabalhados
• numerais aplicados em ouro
• acabamento acetinado circular
• tipografia original “CHRONOMÈTRE OMEGA”
• ponteiros dourados elegantes e proporcionais.
Seu envelhecimento natural revela pátina honesta, leve craquelado e oxidação uniforme compatíveis com mais de oito décadas de existência. É justamente essa honestidade que diferencia um grande relógio antigo de uma peça excessivamente restaurada.
Nunca encontrei outro exemplar exatamente igual a este em caixa ouro 18K com essa mesma configuração de mostrador e numerais aplicados, o que reforça ainda mais sua raridade.
UM VERDADEIRO CHRONOMÈTRE DE OBSERVATÓRIO
Este não é apenas um Omega antigo bonito.
É um sobrevivente de uma das fases mais importantes da história técnica da Omega, quando a manufatura produzia cronômetros quase artesanais destinados a demonstrar sua supremacia absoluta em precisão.
Quem conhece um verdadeiro 30T2 SC RG sabe o que existe sob o mostrador.
Ali pulsa uma das mais refinadas máquinas já produzidas pela Omega.
Medidas:
35,5 mm de diâmetro sem contar coroa e asas.
O relógio funciona perfeitamente e permanece como um testemunho vivo da era dourada da relojoaria mecânica suíça.
Muito obrigado por ter lido esta resenha até o final.

Um Eterna produzido em 1948, pertencente à primeira família da manufatura com ponteiro central de segundos por transmiss...
22/04/2026

Um Eterna produzido em 1948, pertencente à primeira família da manufatura com ponteiro central de segundos por transmissão direta.
Nesse sistema, o eixo do ponteiro de segundos é acionado internamente, sem recorrer a componentes montados pelo lado externo da platina. Diferencia-se, assim, do sistema empregado na máquina Omega 30T2 SC/PC, na qual uma roda adicional montada sobre o eixo de segundos transmite o impulso a um pinhão situado na base do eixo central. Esse conjunto, disposto externamente à platina, representa, em essência, uma adaptação do sistema de segundos subsidiários deslocados para o centro.
No presente modelo, como nos sistemas modernos, roda e pinhão trabalham integrados ao interior da platina, em perfeita continuidade com o trem de engrenagens que se inicia no barrilete e culmina na roda de escape. É este o princípio da chamada transmissão direta.
As primeiras máquinas de transmissão direta da Eterna foram de corda manual. Destacam-se os calibres 1078, de 10,5 linhas, e 1079, de 11,5 linhas. A partir de 1945, surgem as máquinas automáticas do tipo bumper, entre as quais o calibre 1158 H, objeto desta descrição, com 12,25 linhas, e o 1159 H, com 13 linhas.
Aqui reside um ponto particularmente interessante do ponto de vista histórico. Os primeiros relógios automáticos da Eterna ainda seguiam a tradição dos segundos laterais, herança direta das máquinas de corda manual. No entanto, entre 1945 e 1946, a manufatura promove uma transição decisiva para o segundeiro central por transmissão direta, solução mais moderna e tecnicamente refinada. A partir daí, até o final da era dos bumpers em 1948, os segundos centrais passam a predominar.
Embora, em termos absolutos, os modelos com segundos centrais tenham sido produzidos em maior número, é importante notar que os exemplares bumper com transmissão direta, como o presente, pertencem a uma janela de produção curta e tecnicamente muito específica. Trata-se de um momento de intensa evolução dentro da própria manufatura, imediatamente anterior ao advento do rotor integral. Por essa razão, são hoje particularmente apreciados, sobretudo quando preservados em pleno funcionamento.
Em rápida evolução técnica, a manufatura desenvolveu, na sequência, a geração de máquinas automáticas com rotor integral, como as séries 1247, 1237, 1248, 1249, 1239, 1253, 1243, 1254 e 1246, todas com segundos centrais diretos. Notável é o fato de que tal progresso ocorreu no curto intervalo entre 1945 e 1948, circunstância que explica a relativa raridade desses calibres, sobretudo quando preservados em pleno funcionamento.
O sistema automático bumper caracteriza-se pelo deslocamento oscilante do peso carregador dentro de um arco limitado, amortecido por molas nas extremidades de seu curso. Neste exemplar, o refinamento técnico se revela no uso de um pino móvel associado a uma única mola, solução que proporciona absorção eficiente de impacto e reduz o desgaste dos componentes.
A máquina Eterna 1158 H foi produzida com 19 e 21 rubis. O presente exemplar conta com 21 rubis, incluindo o suporte do eixo do peso automático. Opera a 18.000 alternâncias por hora e oferece reserva de marcha aproximada de 42 horas.
A caixa, de excelente conservação, foi produzida pela própria manufatura, ao contrário de muitas fornecidas por empresas como a La Centrale SA ou a Wadsworth Watch Case Company. Esta última, sediada em Ohio, destacou-se pela produção de caixas de alta qualidade para marcas como Hamilton Watch Company, Omega SA e a própria Eterna.
O modelo conhecido como Eterna Shell apresenta caixa em aço de desenho ao mesmo tempo arcaico e clássico, com garras em formato de patas de caranguejo e aro em ouro rosé contornando o mostrador. Há, nessas garras, um desenho que ultrapassa a simples função estrutural. Suas linhas alongadas e suavemente curvas evocam a linguagem aerodinâmica dos grandes conversíveis do pós-guerra, lembrando a elegância de um Cadillac Series 62 Convertible 1949 ou a presença imponente de um Buick Roadmaster Convertible 1948, ambos marcados por proporções generosas e caudas suavemente desenhadas.
Em um registro ainda mais refinado, é impossível não perceber afinidade com a fluidez escultural de um Delahaye 135M Cabriolet, onde forma e arte praticamente se confundem. E, no campo da memória afetiva, surge inevitavelmente o gracioso e inesquecível Compact Pussycat, o carro da Penélope Charmosa, cuja silhueta longa, delicada e quase teatral marcou gerações.
Não se trata de exagero estético, mas de um equilíbrio raro entre tensão e elegância, em que a caixa parece abraçar o pulso com naturalidade, ao mesmo tempo em que projeta personalidade própria. É precisamente esse tipo de desenho que, à primeira vista, conquista o olhar e, com o tempo, se revela ainda mais interessante.
O mostrador, por sua vez, conserva sua serigrafia original, exibindo as marcas naturais do tempo com dignidade estética.
Assinaturas encontram-se presentes no mostrador, na coroa, na tampa externa, na face interna e na própria máquina. Exteriormente discreto, o relógio revela, ao ser aberto, uma notável riqueza de execução mecânica, reflexo de uma época em que engenharia e estética caminhavam lado a lado.
A supremacia dessa relojoaria mecânica somente viria a ser desafiada pela Crise do Quartzo, que introduziu produção em massa, precisão elevada e custos reduzidos. Ainda assim, permanece o entendimento entre apreciadores de que tais obras jamais perderão seu lugar de distinção.
Cabe mencionar que o ano de 1948 marca o encerramento da era dos bumpers e o advento do sistema automático com rotor de rotação completa apoiado em rolamentos de esferas, inovação que redefiniu os padrões da indústria. A partir desse avanço, a Eterna adotaria a denominação Eterna-Matic e o emblemático símbolo das cinco esferas.
Quanto à coroa deste exemplar, observa-se uma peça harmônica com o conjunto, embora não seja possível afirmar com absoluta certeza sua originalidade de fábrica. Considerando o número de série 3.367.244, situado pouco antes da transição para 1949, é plausível que relógios desse período final tenham recebido componentes já alinhados à nova identidade visual, seja em fábrica, seja em serviços autorizados ao redor do mundo.
O relógio mede 32,82 mm de diâmetro, excluindo a coroa, e 10,60 mm de espessura. Encontra-se em pleno funcionamento, acompanhado de garantia de seis meses a partir do recebimento.
Trata-se de peça de interesse não apenas estético, mas também histórico e colecionável. Em um cenário de desvalorização monetária, exemplares dessa natureza tendem a consolidar sua posição como bens duráveis, raros e progressivamente valorizados.
No relógio ETERNA bumper Shell patas de caranguejo, após a garantia da casa de seis meses haverá assistência técnica permanente.
Obrigado por ter lido esta resenha até aqui.

Este é um exemplar Eterna Matic KonTiki 20 Ref. 154 FTT da fase madura da Eterna inserido no intervalo crítico entre o r...
20/04/2026

Este é um exemplar Eterna Matic KonTiki 20 Ref. 154 FTT da fase madura da Eterna inserido no intervalo crítico entre o refinamento mecânico do final dos anos sessenta e início da ruptura do quartzo. Numa configuração consistente e tecnicamente correta.
Caixa em aço com 38 milímetros reais, proporção acima do padrão da linha, característica dos chamados jumbo de período. Geometria compatível com uso de cristal plano original, sem indícios de adaptação. Construção com coroa rosqueada sem assinatura, conforme observado em exemplares de vocação mais funcional da marca.
Tampa traseira rosqueada com medalhão KonTiki em ouro aplicado. Referência 154 FTT gravada internamente, confirmando correspondência entre caixa e conjunto.
Mostrador original, sem intervenção, com tipografia e aplicação de índices compatíveis com a produção do período. Ausência de repintura perceptível, mantendo integridade visual e valor de coleção.
Conjunto de ponteiros correto, alinhado ao padrão da referência, sem substituições posteriores.
Pulseira original assinada KONTIKI, fabricada pela Gay Frères, com o característico trabalho em elos e presença do símbolo das cinco esferas da Eterna. Fornecedora histórica de pulseiras para marcas de alto nível da relojoaria suíça, a Gay Frères é reconhecida pela qualidade construtiva e acabamento. A presença desta pulseira original eleva substancialmente a integridade e raridade do conjunto, sendo componente frequentemente perdido ou substituído ao longo do tempo.
No interior, máquina calibre 12825 operando a 28.800 alternâncias por hora. Frequência elevada para o período, posicionando o modelo dentro da geração que consolidou o padrão de alta batida na relojoaria suíça.
Oito oscilações completas do balanço por segundo implicam maior subdivisão temporal e maior capacidade de correção de desvios instantâneos. A estabilidade de marcha é favorecida pela redução do impacto relativo de perturbações externas, além de proporcionar leitura contínua do segundo com varredura mais uniforme.
Arquitetura mecânica típica da evolução Eterna pós introdução do sistema de rotor com rolamentos, priorizando eficiência de carga e durabilidade operacional. Conjunto pensado para uso contínuo, não apenas precisão estática.
A frequência de 28.800 alternâncias representa ponto de equilíbrio entre desempenho cronométrico e desgaste mecânico, razão pela qual se consolidou como referência técnica duradoura na indústria.
Caixa com sinais de uso e polimento ao longo do tempo, com perda parcial de definição nas arestas. Condição comum e coerente com exemplares efetivamente utilizados. Não compromete integridade estrutural nem leitura do conjunto.
Trata-se de peça com coerência integral entre caixa, mostrador, máquina e acessórios. Não há indícios de composição híbrida.
Exemplar inserido em uma janela histórica curta, onde precisão mecânica foi levada ao limite antes da transição tecnológica da indústria.
Raridade não apenas pela referência, mas pela preservação do conjunto, com destaque para a pulseira Gay Frères original, elemento cada vez mais escasso em exemplares completos.
Configuração difícil de repetir no mercado atual, especialmente com pulseira Gay Frères original.

10/04/2026

Diante do Templo do Sol de Konark, erguido no século XIII no atual estado de Odisha, observa-se uma solução monumental para a medição do tempo baseada na interação entre luz solar e geometria esculpida.
A estrutura, atribuída ao reinado de Narasimhadeva I e dedicada a Surya, apresenta 24 rodas em pedra, cada uma com oito raios, configuradas como mostradores solares. A projeção de sombra sobre esses elementos permite a leitura aproximada das horas ao longo do dia.
Trata-se de um sistema passivo de medição, dependente de uma fonte estável e externa, o sol, e de um observador capaz de interpretar a variação das sombras. A ausência de componentes móveis não implica ausência de precisão conceitual. Pelo contrário, evidencia um domínio claro da divisão temporal e da sua representação física.
Do ponto de vista da história da relojoaria, o conjunto pode ser compreendido como um estágio anterior à mecanização do tempo, no qual a regularidade é fornecida pela natureza e a instrumentação é construída em escala arquitetônica.
Reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO, Konark insere-se na linhagem dos dispositivos de medição do tempo como um exemplo de transição entre observação astronômica e instrumentação dedicada.
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Boa noite, senhores!Procuro um timegrapher (No.1000 ou No.1900), pode ser usado, desde que esteja funcionando bem (leitu...
10/04/2026

Boa noite, senhores!
Procuro um timegrapher (No.1000 ou No.1900), pode ser usado, desde que esteja funcionando bem (leitura estável de marcha, amplitude e beat error).
Caso alguém tenha disponível ou conheça quem tenha, agradeço o contato.
Abraço a todos!

GARIMPO DO FINDI  Orient digital, alimentado pelo módulo A8102 de LCD.Nascido no limiar entre duas eras, quando os mostr...
10/04/2026

GARIMPO DO FINDI
Orient digital, alimentado pelo módulo A8102 de LCD.
Nascido no limiar entre duas eras, quando os mostradores ainda brilhavam em vermelho sob os exigentes displays de LED “máscara negra” e o LCD começava a se afirmar como solução viável, este Orient representa um momento decisivo da relojoaria eletrônica.
Produzido entre aproximadamente 1978 e 1982, pertence à primeira geração madura dos relógios digitais de cristal líquido, já afastada das limitações dos LED, que consumiam elevada energia e exigiam acionamento, e alinhada com a nova lógica do tempo contínuo, visível e silencioso.
No coração da peça está o módulo eletrônico A8102, cuja construção revela uma fase intermediária da microeletrônica. O circuito não se encontra em uma placa rígida convencional, nem reduzido às soluções simplificadas que se tornariam comuns nos anos seguintes. O que se observa é um substrato fino de material polimérico técnico, frequentemente confundido com celuloide, mas mais corretamente associado a uma película de poliimida ou resina técnica, capaz de receber trilhas condutoras de elevada precisão.
Essa base permite uma arquitetura mais compacta e eficiente, favorecendo a integração direta com o display LCD. Sobre ela, o circuito ganha forma por meio de um circuito integrado encapsulado em pastilha plástica rígida, simétrica e bem definida, característica de uma fase em que o componente ainda se apresenta como elemento físico distinto, anterior à adoção de soluções mais simplificadas de encapsulamento direto.
Esse conjunto técnico reflete um período de forte integração industrial no Japão, onde empresas como a Sharp Corporation exerciam papel central no desenvolvimento e na difusão dos displays de cristal líquido. Desde o início da década de 1970, a Sharp consolidava o LCD como tecnologia aplicável em larga escala, fornecendo base técnica que permitiu à indústria relojoeira incorporar essa inovação com confiabilidade.
O resultado é um módulo que representa uma transição concreta na forma de medir o tempo. A passagem da energia intensiva dos LED para a eficiência do LCD. A evolução da eletrônica visível para a integração progressiva dos sistemas. A consolidação de um novo padrão de uso, contínuo e silencioso.
Externamente, a caixa em aço escovado, de linhas firmes e geometria característica do período, abriga esse avanço com sobriedade. A pulseira integrada reforça o conceito de conjunto, onde forma e função coexistem de maneira coerente. Nada se apresenta como excesso. Tudo responde a uma lógica construtiva clara.
Resgatado do esquecimento, retorna não apenas como objeto restaurado, mas como testemunho de uma época em que o tempo deixou de ser apenas mecânico
e passou a ser conduzido por sinais invisíveis, organizados sobre uma fina película onde pulsa, com precisão silenciosa, a engenharia de uma nova era.

Ao observar com atenção este cronógrafo de bolso da manufatura Longines, alguns detalhes adicionais chamam a atenção de ...
30/03/2026

Ao observar com atenção este cronógrafo de bolso da manufatura Longines, alguns detalhes adicionais chamam a atenção de quem está habituado a examinar instrumentos de cronometria deste período.
O primeiro deles encontra-se no próprio mostrador. A tipografia dos numerais arábicos, bem abertos e de leitura imediata, aliada à clara escala periférica fracionada, indica que não se tratava de um relógio de caráter meramente elegante, mas de um verdadeiro instrumento técnico. Mostradores desse tipo eram frequentemente destinados a mercados onde a cronometria prática era valorizada, como ambientes esportivos ou ferroviários, nos quais a leitura rápida e inequívoca do tempo era essencial.
Um segundo aspecto interessante revela-se na própria arquitetura da máquina. A disposição da roda de colunas, visível à esquerda do conjunto mecânico, juntamente com a forma característica das pontes e o arranjo das rodas de transmissão douradas do cronógrafo, sugere tratar-se de um dos cronógrafos de cerca de dezenove linhas produzidos pela manufatura nas primeiras décadas do século XX. Essas máquinas eram construídas integralmente pela própria Longines e destacavam-se pela robustez e pela clareza mecânica de seu funcionamento. A roda de colunas, elemento central desse sistema, coordena com precisão as operações de início, parada e retorno a zero do cronógrafo, sendo considerada até hoje uma das soluções mais elegantes da relojoaria clássica.
Há ainda um terceiro ponto digno de nota: a natureza monopulsante do mecanismo. Em cronógrafos desta época, todas as funções do cronógrafo eram comandadas por um único botão integrado à coroa. Com pressões sucessivas, o operador iniciava a contagem, interrompia a medição e finalmente realizava o retorno dos ponteiros à posição zero. Essa solução mecânica, além de engenhosa, era extremamente prática para medições rápidas, razão pela qual tais cronógrafos foram amplamente utilizados em corridas esportivas, cronometragem de eventos e até mesmo em operações ferroviárias, onde o controle preciso do tempo era indispensável.
Observando a máquina com mais cuidado, nota-se também o refinamento discreto de suas peças funcionais. As alavancas do cronógrafo apresentam contornos cuidadosamente recortados e superfícies polidas, evidenciando o trabalho manual característico da relojoaria suíça do início do século XX. As rodas douradas do sistema de transmissão contrastam com o aço das pontes e criam um conjunto mecânico de grande clareza visual, permitindo compreender com facilidade a lógica do funcionamento do cronógrafo.
Esses detalhes revelam que não estamos apenas diante de um relógio antigo, mas de um instrumento de medição concebido em uma época em que a precisão mecânica era essencial para inúmeras atividades técnicas. Cronógrafos de bolso como este representam um estágio fundamental na evolução da cronometria, antecedendo diretamente os cronógrafos de pulso que se tornariam populares nas décadas seguintes.
Assim, este exemplar da Longines não apenas demonstra a competência técnica da manufatura, mas também preserva, em sua máquina e em seu mostrador, a memória de um período em que a engenharia mecânica atingiu um de seus pontos mais altos na arte de medir o tempo.

Garimpo do findi — relatório de bancada ⛏️⌚Achado da feira de sábado.Entre tantas peças esquecidas, este vovozinho apare...
30/03/2026

Garimpo do findi — relatório de bancada ⛏️⌚
Achado da feira de sábado.
Entre tantas peças esquecidas, este vovozinho apareceu completamente paralítico e sem brilho, como quem aguardava em silêncio uma nova oportunidade.
Quanto tempo terá sonhado com um olhar piedoso disposto a lhe resgatar a vida, o brilho e a dignidade, encantado pela rara e bela caixa em forma de almofada?
Veio comigo para a bancada ainda naquele mesmo dia.
Recebeu alguns cuidados: a caixa voltou a ganhar luz, o mostrador passou por um banho químico e, aproveitando que um dos ponteiros moon estava quebrado, o par foi substituído.
Para completar, ganhou também um cristal abaulado, como usava quando saiu da loja — daqueles que devolvem profundidade e elegância ao mostrador.
E então… o velho Cronômetro Extra voltou a respirar.
Agora, novamente, marca o tempo.
O resultado ficou assim.

LonginesRelógio de bolso Savonette modelo NapoleonCaixa em prata 0.800Suíça, era vitoriana, década de 1880Produzido dura...
28/03/2026

Longines
Relógio de bolso Savonette modelo Napoleon
Caixa em prata 0.800
Suíça, era vitoriana, década de 1880
Produzido durante o período de grande desenvolvimento da relojoaria suíça na era vitoriana, este elegante relógio de bolso representa um exemplo expressivo da tradição mecânica cultivada pela manufatura Longines, estabelecida na histórica localidade relojoeira de Saint-Imier.
O relógio apresenta caixa do tipo Savonette, caracterizada pela presença de tampa articulada destinada a proteger o mostrador e os ponteiros contra poeira e impactos. Este exemplar pertence ao tipo tradicionalmente conhecido entre colecionadores como modelo Napoleon, denominação aplicada a relógios cuja tampa frontal apresenta pequenas perfurações que permitem observar aproximadamente a posição dos ponteiros mesmo com o relógio fechado.
A origem desse nome está associada à figura histórica de Napoleão Bonaparte, frequentemente representado em retratos e relatos históricos portando relógios de bolso durante campanhas militares. No século XIX, fabricantes e comerciantes passaram a utilizar o nome Napoleon como designação comercial para relógios que permitiam consulta rápida da hora sem necessidade de abertura completa da tampa.
A tampa frontal apresenta rica ornamentação executada com trabalho de niello, técnica decorativa tradicional que consiste na incrustação de uma liga escura em sulcos gravados no metal, criando contraste elegante com a superfície prateada da caixa.
A tampa posterior externa exibe refinado conjunto de arabescos gravados à mão, organizados ao redor de um cartucho central destinado à gravação de monograma ou dedicatória. Neste exemplar o cartucho permanece vazio, preservando integralmente o desenho original da peça.
Internamente encontram-se as marcas oficiais de teor da prata. Entre elas destaca-se o punção representando o tetraz-capercaillie, símbolo utilizado pela Confederação Suíça para certificar caixas em prata com teor 0.800, indicando que o metal contém oitenta por cento de prata pura.
Na tampa interna também aparece o tradicional emblema da manufatura Longines — a célebre ampulheta alada — um dos símbolos comerciais mais antigos continuamente utilizados na história da relojoaria mecânica.
O mostrador é executado em esmalte vítreo branco, técnica tradicional da relojoaria de qualidade do século XIX. Nesse processo uma base metálica recebe camadas de pó de vidro que são fundidas em forno de alta temperatura, formando superfície extremamente lisa, brilhante e resistente à alteração de cor ao longo do tempo.
Sobre esse mostrador esmaltado encontram-se duas escalas do tipo linha férrea: a minuteria periférica e a orla do pequeno mostrador de segundos, configuração que favorece leitura precisa do tempo.
Os ponteiros são confeccionados em aço azulado termicamente, processo obtido pelo aquecimento controlado do metal que produz coloração azul profunda e simultaneamente protege o aço contra oxidação. Os parafusos da máquina apresentam o mesmo tratamento térmico, revelando tonalidade azulada que, sob iluminação adequada, pode adquirir brilho claro e cintilante.
O ponteiro das horas apresenta discretos alargamentos em forma de pera, solução engenhosa que permite visualizar aproximadamente a posição horária através da tampa perfurada quando o relógio permanece fechado, mantendo ao mesmo tempo leitura normal quando a tampa é aberta.
A máquina apresenta arquitetura característica da relojoaria suíça do final do século XIX e utiliza escapamento de âncora lateral, sistema que representou importante avanço na precisão dos relógios mecânicos.
Entre os elementos mecânicos dignos de nota encontra-se a roda de carga com dentição conhecida como dente de urso, caracterizada por dentes largos e robustos que favorecem a transmissão da força durante o carregamento da corda.
A máquina utiliza quinze rubis, pedras duras empregadas como mancais para os pivôs das rodas do mecanismo, reduzindo o atrito e aumentando significativamente a durabilidade do conjunto.
As pontes da platina apresentam decoração linear associada à chamada damasquinagem suíça, acabamento que lembra as tradicionais Côtes de Genève. Além de valor estético, essas ranhuras microscópicas funcionam como pequenas armadilhas destinadas a reter partículas de poeira ou resíduos de óleo, evitando que circulem livremente pela máquina.
Observa-se ainda discreto acabamento de anglage nas bordas das pontes, caracterizado por pequeno chanfro polido que reflete a luz e revela cuidado artesanal no acabamento da máquina.
O balanço apresenta aro bimetálico compensado, equipado com parafusos de equilíbrio destinados à regulagem fina da marcha. Nota-se também a presença de cortes parciais nos arcos do aro, atingindo aproximadamente trinta por cento de sua extensão, característica que pode representar solução intermediária no desenvolvimento dos balanços compensados utilizados no final do século XIX.
O ajuste da hora é realizado por meio de alavanca localizada sob o aro do mostrador, sendo necessário abrir a tampa frontal para acessá-la. Esse sistema evita alterações acidentais da hora e era considerado solução segura em relógios de boa qualidade.
Se produzido por volta da década de 1880, este relógio aproxima-se atualmente de cento e trinta e seis anos de existência, permanecendo como testemunho material da engenharia e do refinamento estético característicos da relojoaria da era vitoriana.
Do ponto de vista colecionístico e histórico, o exemplar apresenta elevado grau de interesse. A preservação das gravações da caixa, a presença dos punções originais, os elementos técnicos característicos da época e os detalhes de acabamento da máquina conferem ao relógio notável grau de originalidade histórica.
Pequenos aspectos observáveis apenas sob exame atento — como a damasquinagem das pontes, os parafusos azulados, o balanço compensado e o acabamento das arestas metálicas — evidenciam o cuidado técnico aplicado pela manufatura Longines durante o período de grande prestígio da relojoaria suíça no século XIX.
Assim, além de objeto de coleção, este relógio constitui também valioso testemunho histórico da arte e da engenharia relojoeira que floresceram na Suíça durante a era vitoriana.

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Praça Do Cinema Capitólio Aos Sábados De Tempo Bom, No Mercado Livre Em Todos Os Momentos E Pelo Facebook Com Luís Geraldo Canfild
Porto Alegre, RS
92000

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